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Jornal Diário da Manhã , sexta-feira 9 de setembro de 1983


RECESSÃO INUTIL – o governo está contendo seus gastos, pensando em demissões em massa nas estatais, para reduzir o déficit do setor público, de acordo com as metas estabelecidas com o FMI. O mesmo resultado – redução do déficit – poderia ser conseguido com a eliminação do “perdão” de impostos (incentivos fiscais). No entanto, o governo acaba de estender, até dezembro, o prazo de isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados, que não é cobrado na venda de carros a álcool.

O incentivo foi criado quando a indústria automobilística ia muito mal, e a venda de carros a álcool caíra por causa da descrença no Proálcool. Agora, em agosto, a venda de carros subiu mais 36%, com uma participação de nada menos de 82% para os veículos a álcool, no total. Para que o incentivo? Por que não reduzir o déficit público de forma mais suave, abrandando a intensidade e a duração da recessão?

UMA CONTRIBUIÇÃO – com a recuperação da indústria automobilística norte americana, as exportações de pneus pelo Brasil cresceram 97% até agosto, chegando a 1,04 milhão de unidades.

PARA ONDE VAI O DINHEIRO - o governo vinha comprando trigo a Cr$ 123 mil, e vendendo a Cr$ 60 mil a tonelada, aos moinhos, para a produção de farinha. Às vésperas do recente aumento de 40%, o trigo “sumiu”. O governo diz que vai “estudar” para ver se os moinhos esconderam o cereal e a farinha, para realizarem lucros especulativos.

O caso, na verdade, deveria ter sido investigado duramente, assim que surgiram as denúncias de sonegação: afinal, os sonegadores acabaram abocanhando um subsídio, pago pelo Tesouro, e que se destinava ao consumidor. A Cr$ 24 mil a tonelada (40% de aumento sobre Cr$ 60 mil), sobre um consumo médio de 500 mil tonelada por mês, a brincadeira representa a bagatela de Cr$12 bilhões.

A GRANDE ESPERANÇA – há anos que a Petrobrás tentava descobrir petróleo na foz do Amazonas, pois é na desembocadura de grandes rios que, em todo mundo, se situam os maiores reservatórios. Um poço nas costas do Pará, descoberto há poucos meses, entra agora em testes finais.



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