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Jornal Diário da Manhã , quarta-feira 28 de dezembro de 1983


PARA ONDE VAI O DINHEIRO – As despesas feitas por empresas com pesquisas científicas e tecnológicas poderão, a partir de agora, ser “abatidas” do Imposto de Renda. A novidade foi implantada a pretexto de estimular o desenvolvimento tecnológico do país. Tudo muito bonito. Pena que, no Brasil, todos os incentivos que se criam acabam sendo a porta para fraudes. Pior ainda: pode-se apostar que a medida foi tomada a pedido das grandes empresas, que vão investir em automação de robotização – e ainda abater os gastos do Imposto de Renda. Quando o país precisava exatamente do contrário: isenção de impostos para empresas que absorvessem mais mão-de-obra, empregassem mais gente, reduzissem a legião de desempregados.

BOA NOVA – A Fundação Getúlio Vargas encerrou, segunda-feira, a pesquisa de preços para calcular o índice da inflação de dezembro. Resultado preliminar: em torno de 7,5%. Os eternos pessimistas afirmam que as quedas de novembro e janeiro são passageiras, e que janeiro acusará nova “disparada” por causa de ajustes de preços já previstos como o de cigarro e começo da cobrança do novo ICM, que passou de 16% para 17%. Na verdade, a taxa de inflação pode continuar a cair devido – repita-se – às novas safras. Além do mais, não se pode esquecer que esses dois meses de inflação mais baixa reduzem também os reajustes do dólar e de todos os tipos de preços, dentro da economia, num processo de “bola de neve”. Agora, baixista.

PARA ESTOCAR – Os preços do cacau atingem níveis recordes no mercado mundial, devido à quebra de colheitas na África. Logo, os preços do chocolate e derivados (Nescau, bebidas achocolatadas, pudins etc.). Também devem dar um salto, aqui no mercado interno.

MAIS AJUDA – A Petrobrás deverá divulgar em meados de janeiro os resultados definidos dos testes que vem fazendo no campo de petróleo descoberto no litoral do Pará. Se confirmada a previsão de que dali poderão sair 200 mil barris por dia, a cotação do Brasil com os banqueiros internacionais crescerá enormemente, facilitando toda a renegociação da dívida, Mesmo que aquele campo leve uns cinco anos para chegar aos 200 mil barris, a simples divulgação de seu potencial servirá para mostrar que o Brasil tem todas as condições de reduzir violentamente importações, a médio prazo, podendo portanto pagar seus débitos externos com tranqüilidade. Sem recessão.



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