Jornal Diário da Manhã , sexta-feira 11 de novembro de 1983
SEM DESESPERO – mais uma demonstração de que não vale a pena acreditar nas análises ultrapessimistas que os economistas costumam produzir, aqui e lá fora. A taxa de desemprego nos EUA caiu, em outubro último, para 8,8% da população economicamente ativa. Os próprios economistas planejadores do governo Reagan, com seus “modelos” e quejandos, previam que o nível de desemprego, que já andou pelos 11% no final de 1982, somente chegaria aos 8,7% no final de 1984. Até lá, tudo continuaria negro para os trabalhadores norte-americanos...
BOM EXEMPLO – quando o governo Brizola tomou posse, previa-se um déficit de Cr$ 200 bilhões para este ano. A previsão foi reduzida para Cr$ 100 bilhões, por volta de junho, graças a uma série de medidas: combate à sonegação, cobrança de débitos das maiores empresas, redução nos prazos de pagamento, redução nos prazos pelos quais os bancos podiam reter o ICM pago pelas empresas. Agora, a previsão é de um déficit de apenas Cr$ 35 bilhões, nos doze meses de 1983.
EM TEMPO: o governo do Rio decidiu que precisava cobrar ICM para realizar obras públicas, pagar seu funcionalismo, atender a problemas sociais. Lá, não houve anistia para as empresas que não recolhiam o ICM. E foi divulgada uma relação dos maiores sonegadores – simultaneamente à cobrança de seus débitos. Nada de “acordos nas sombras”.
EM TEMPO, AINDA – o Rio de Janeiro não dispõe de um parque industrial como São Paulo. Nem de uma agricultura pujante, como Goiás. ACHATANDO O ACHATADO – só para ver como andam os salários no Brasil: na Bolívia o salário mínimo foi reajustado para o equivalente a 150 dólares ou Cr$ 126.000,00, mais que o dobro do salário mínimo brasileiro – depois do reajuste deste mês... A Bolívia é um País paupérrimo, com um estágio de desenvolvimento equivalente ao do Brasil, décadas atrás.
MAIS VAPOR – no terceiro trimestre deste ano, os lucros das maiores empresas dos EUA, pesquisadas pelo Wall Street Journal, cresceram 29% em relação a igual período em 1982. Dinheiro para investir, realimentando o ritmo de expansão da economia.