, terça-feira 29 de outubro de 1974
Pelo noticiário dos últimos dias, verifica-se que havia, dentro do próprio Conselho Monetário, isto é, do governo, e dentro da classe empresarial, quem defendesse soluções mais “técnicas”, de menor conteúdo social, para o problema da perda de poder aquisitivo do assalariado.
Para essas correntes, a reativação das vendas poderia ser buscada, por exemplo, através da isenção do ICM, que resultaria em menor preço para as mercadorias, colocando-as novamente ao alcance do consumidor.
A solução teria, em contrapartida, a vantagem de não apresentar riscos inflacionários que estariam contidos no abono de 10% por força da elevação da folga de salários, e, por extensão, do custo da empresa.
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