[O Brasil de Aloysio Biondi Obra Vida Projeto O Brasil continua quebrado. Os banqueiros e investidores internacionais sabem disso. Põem a barba de molho
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Jornal Diário da Manhã , quinta-feira 22 de setembro de 1983


DÉFICIT MENOR – Confirmada a análise, feita nesta coluna, de que o déficit público já vem caindo (e isso pode reduzir a venda de títulos do Tesouro no “open”, proporcionando a queda das taxas de juros). O presidente João Figueiredo autorizou anteontem a utilização de Cr$ 1,9 trilhão para a cobertura de “rombos” diversos, inclusive Cr$ 1 trilhão para pagamento de juros e correção monetária da dívida interna da União. De onde veio essa dinheirama? De “excesso de arrecadação”, isto é, do crescimento da arrecadação de impostos acima das previsões (por causa do “pacote” de junho e também por causa da própria inflação).

OUTRA AJUDA – As cadernetas de poupança haviam perdido Cr$ 700 bilhões em depósitos, no mês de julho. Com o novo sistema, que permitiu saques mensais, esses Cr$ 700 bilhões voltaram, gradativamente, aos cofres das instituições do sistema. Acontece porém, que, assustada com a inflação, o desemprego e a correção monetária, a população continua a não querer comprar imóveis financiados pelo Sistema Financeiro da Habitação. Ou, em outras palavras, não há onde aplicar, no momento, os recursos “extras” das cadernetas. O que vai acontecer? Mais uma “ajuda” para reduzir as taxas de juros. Como assim? Em lugar de vender Letras e Obrigações no “open”, o Tesouro vai acabar vendendo seus títulos, temporariamente, ao BNH, Caixas Econômicas e instituições privadas. Com isso, os aplicadores no “open” não poderão exigir taxas de juros tão altas, para a compra daqueles títulos.

DE VENTO EM POPA – No segundo trimestre, a economia norte-americana cresceu ao nível fantástico de 9,2% ao ano. Esperava-se a “volta” a taxas de crescimento mais baixo, no trimestre atual. Agora, dados preliminares mostram que o PNB dos EUA pode crescer até 7,5% em termos anuais.

OS ENCALACRADOS – Frustrando cada vez mais as análises que previam uma “quebradeira mundial”, os países endividados vão saindo do atoleiro: também o Equador obteve um excelente superávit comercial, de US$ 640 milhões, nos primeiros oito meses deste ano, contra US$ 200 milhões em igual período de 1983. Quanto maior o número de países que saem do “atoleiro”, menor a necessidade de empréstimos dos bancos internacionais – e do FMI. E maiores as possibilidades de que esses países voltem a importar mais, em breve.



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