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  Bancos suspendem crédito aos países endividados

Jornal Folha de S.Paulo , quinta-feira 3 de fevereiro de 1983


Os empréstimos dos bancos internacionais aos países em desenvolvimento (excluídos os países da Opep) se limitaram a apenas US$ 160 milhões em janeiro último, com uma queda vertical de 96% em relação aos US$ 3,8 bilhões concedidos em setembro. Segundo os especialistas da organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, que ontem divulgou as cifras em Paris, esse volume irrisório, praticamente uma “suspensão de crédito”, se explica, em grande parte, pelo fato dos países altamente endividados - como Argentina, México, Chile e Brasil – ainda estarem, no mês passado, ultimando os acordos para refinanciamento de suas dívidas.

Além disso, porém, o volume ínfimo de empréstimos revela a intenção, por parte dos banqueiros privados internacionais, de realmente limitarem o nível de empréstimo aos países endividados, como o Brasil. Esses países, em outras palavras, deverão obedecer rigorosamente os tetos para crescimento de suas dívida externas previstos nos acordos com o FMI e bancos.

No total, o sistema financeiro internacional concedeu novos financiamentos no montante de US$ 10,8 bilhões, em janeiro, contra US$ 12,9 bilhões em dezembro e US$ 9,8 bilhões em novembro de 1982. Esses recursos foram quase que totalmente canalizados para os 24 países mais ricos do mundo – integrantes da OCDE, que ficaram com 85% do total. O restante – além dos irrisórios US$ 160 milhões concedidos aos países em desenvolvimento e os também irrisórios US$ 310 milhões aos países da Opep - foi absorvido por organizações internacionais.



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