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Jornal Diário da Manhã , quarta-feira 7 de dezembro de 1983


A NOVA AMEAÇA – os partidos de oposição, e mesmo os sindicatos de trabalhadores, preocupados com problemas imediatos como a recessão e a carestia, não têm podido dar atenção suficiente a uma distorção estrutural que vai crescendo, no País. Nas áreas empresariais, apesar da disponibilidade de mão-de-obra e, conseqüentemente, de seu baixo custo no Brasil, aceleram-se planos de automação, robotização ou mesmo mecanização.Tudo, sob o patrocínio do próprio governo, que considera “necessário” estimular a indústria brasileira de informática, via ampliação de seu mercado, deixando-se de lado o ponto central da questão, a saber: a automação deveria ser gradativa, e inserida em uma política de emprego, para evitar que o desemprego ganhe um caráter estrutural, no País. Somente nas últimas semanas, foram criadas comissões especiais para proporem políticas de automação para os setores bancário e vendas (sic) pelo comércio. E os empresários estão pedindo incentivos para a mecanização florestal, vale dizer, até nas atividades de reflorestamento, grande geradora de empregos, deseja-se acelerar a substituição de mão-de-obra por máquinas.

A TODO VAPOR – ruem por terra as previsões dos economistas, segundo as quais as altas taxas de juros impediriam as empresas de retomarem seus investimentos, nos EUA (e com o que haveria novo “estrangulamento” na recuperação econômica). Dados liberados no final da semana mostram que o aumento nos investimentos está-se fazendo aos saltos, representando mesmo o avanço mais rápido já ocorrido nos últimos trinta anos.

REFLEXO – à medida em que a economia ganha ritmo, crescem também as exportações para o mercado norte-americano. De janeiro a agosto, o Brasil exportou em média US$ 390 milhões, nos EUA; em setembro, a cifra saltou para US$ 470 milhões. As vendas recordes da indústria automobilística dos EUA (mais de 50% de expansão sobre novembro de 82), especificamente, vão puxar as exportações brasileiras de autopeças e componentes produzidos pelas filiais das multinacionais com sede nos EUA.

REFLEXO – ante a retração no mercado interno e o “fechamento” do México, seu grande cliente, a Nardini, produtora de tornos e outras máquinas – ferramentas, pediu concordata em 82. A empresa espera substanciais lucros este ano, graças sobretudo às exportações, multiplicadas por dez: de US$ 500 mil para US$ 5,0 milhões.



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