Jornal Folha de S.Paulo , domingo 21 de março de 1982
Na próxima quarta-feira o futuro do carro a álcool será decidido em Brasília, onde os ministros da área econômica definirão quais as medidas a serem tomadas para incentivar as vendas desse veículo. Em janeiro e fevereiro deste ano, a queda dos negócios se acentuou: foram comercializadas apenas 8 mil unidades. A indústria automobilística acredita na reabilitação do carro a álcool e nas medidas que o governo deverá baixar, pois, segundo seus dirigentes, a crise atual tem origem na desinformação e na falta de incentivos mais consistentes para o álcool.
Para Derek Baron, diretor de marketing e vendas da Ford Brasil, o álcool não deveria custar mais do que 60% do preço da gasolina.
(Chamada de capa para a análise de Aloysio Biondi)