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Jornal Diário da Manhã , sábado 5 de novembro de 1983


A inflação real – mais uma prova de que o índice de inflação de outubro anunciado pela Fundação Getúlio Vargas está distorcido, acima da realidade: o Dieese, órgão de pesquisas dos sindicatos de trabalhadores, divulgou o índice de custo de vida para outubro. Resultado: 7,6% em São Paulo. No Rio Grande do Sul, o índice foi de 8,2%.

Espeto de pau – o presidente nacional do PMDB, deputado Ulysses Guimarães, reiterou que seu partido não poderia negociar um acordo em torno do decreto 2.064, por três motivos: o primeiro, é que o PMDB não pode concordar com o “achatamento salarial”. Depois, seria preciso que o decreto fosse acompanhado de uma política de emprego, e da criação de “frentes de trabalho”, como medida de emergência. Perguntas que ficam no ar ante essa “tomada de posição”: existe algum governo estadual eleito pelo PMDB que esteja concedendo aumento de vencimentos iguais à inflação, isto é, que não estejam achatando os ganhos de seu funcionalismo? Algum governo de Estado eleito pelo PMDB já lançou uma política de emprego? E algum governo de Estado eleito pelo PMDB já criou “frentes de trabalho”? Como as três respostas são negativas, é evidente que a “tomada de posição” do PMDB é incoerente – para dizer o mínimo.

Mais vapor – após ter chegado praticamente aos 11%, a taxa de desemprego nos EUA caiu rapidamente nos últimos meses: para 9,5% em agosto e para 8,8% em setembro. Mais gente trabalhando, mais renda para as compras (inclusive porque, no auge do desemprego, mesmo o trabalhador empregado reduzia compras, temeroso quanto ao futuro), mais produção. Mais importação. Mais exportações para o Brasil.

O mercado – após os investimentos para o lançamento do Voyage e da camioneta Saveiro, a Volkswagen tinha planejado fazer uma “pausa” na realização de novas mudanças em sua linha de produção, até que as aplicações feitas se pagassem. Agora, a VW mudou de idéia e vai investir US$ 800 milhões, nos próximos quatro anos, no Brasil. Motivo: o avanço dos modelos GM no mercado (o Chevette tem sido o carro mais vendido no País, destronando o “fusca”).



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