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Jornal Diário da Manhã , quinta-feira 17 de novembro de 1983


CUIDADO COM OS JUROS – a queda na taxa da inflação, já confirmada a esta altura, exige cuidado redobrado por parte de empresas e consumidores, na contratação de financiamentos. O ideal é obter empréstimos com correção monetária pós-fixada, e não a taxas fixas. Para o consumidor, o crediário – com taxas elevadíssimas, acima de 300% ao ano, hoje – deve ser evitado, pois os juros são fixados em contrato, não caindo mesmo que a inflação ceda. É preferível fazer comprar utilizando cheques especiais ou mesmo cartões de crédito, pois suas taxas de juros são revistas periodicamente, acompanhando a inflação e, portanto, também devem cair.

QUEDA MAIOR – embora tenha divulgado uma previsão de 8,5% para a taxa inflacionária de novembro, o governo tem esperanças de que ela seja menor. Essa expectativa fica clara com a minidesvalorização de apenas 1,5% para o cruzeiro decretada na segunda-feira, com uma queda acumulada de apenas 3,20% este mês. A primeira “mini”, no dia 9, já fora de apenas 1,67%. Se o governo esperasse mesmo uma taxa inflacionária (que a correção cambial tem que acompanhar) de 8,5%, certamente teria “carregado” mais a mão, na desvalorização de segunda-feira.

PETROBRÁS AJUDA – a produção brasileira de petróleo chegou a 385 mil barris diários na última semana, ou 105 mil barris a mais do que a média de um ano atrás (280 mil barris), e um avanço, ainda, de 64 mil barris sobre a média diária de 321 mil barris do primeiro semestre deste ano. Em resumo: a cada dia que passa, o País tem gasto menos com a importação de petróleo, o que ajuda a explicar que a escassez de dólares – apesar do “fechamento” dos bancos internacionais – seja menor do que o previsto.

ÁLCOOL TAMBÉM – a venda de carros a álcool a um ritmo muito superior ao previsto (500 mil até outubro, contra 350 mil estimados para o ano todo) foi outra contribuição, indireta, para reduzir as importações de óleo.

SOJA DESPENCA – os especuladores continuam a dizer, no Brasil, que a soja atingirá o nível de US$ 10 por “bushell” (cerca de 27 quilos) no início do próximo ano, em Chicago. O produto, na verdade, continua a despencar: após chegar aos US$ 9,69 em setembro, foi cotado a apenas US$ 8,20, anteontem, naquela bolsa. Novo fator de baixa: o Departamento de Agricultura dos EUA liberou previsão de safra, com aumento de quase 500 mil toneladas em relação à estimativa anterior.



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