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Jornal Diário da Manhã , sexta-feira 23 de dezembro de 1983


CAUTELA — Teme-se que as decisões tomadas pelo Conselho Monetário Nacional agravem a recessão, no começo do próximo ano.

A possibilidade de que essa ameaça se concretize será minuciosamente discutida em artigo a ser publicado pelo DIÁRIO DA MANHÃ no próximo domingo. Por ora porém, é importante dizer que mesmo que houvesse conseqüências negativas daquelas medidas, a curto prazo; o fundamental é que o governo finalmente criou coragem para extinguir aberrações que há muitos anos provocam distorções dentro da economia brasileira. A eliminação dos subsídios no crédito à exportação e à agricultura tem como objetivo reduzir o déficit do setor público, que exigia emissões de moeda ou de títulos do Tesouro (obrigações reajustáveis e letras do Tesouro Nacional) era isso que "inchava" o déficit público e a dívida do governo, hoje na faixa dos Cr$ 30 trilhões. O mal, agora, foi cortado pela raiz, resolvido de forma definitiva. E, a médio prazo, foram criadas condições para derrubar a inflação de forma mais rápida.

O DÓLAR — Após meses de queda o preço do dólar disparou no mercado negro, passando dos Cr$ 1.200,00 para Cr$ 1.400,00. Motivo: os especuladores acham que, como o governo aumentou os juros para os exportadores, vai ter que oferecer uma "compensação" — que seria a maxidesvalorização, no começo do próximo ano. Mesmo os especuladores, porém, prevêem que a "máxi" (se ela viesse) não passaria de uns 10% a 15%. Como o dólar já subiu mais de 15% na "disparada" da quinta-feira, comprá-lo para guardar, à espera da máxi não parece — dentro da lógica — uma boa opção. Como movimentos especulativos não têm lógica, quem quiser arriscar que arrisque.



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