[O Brasil de Aloysio Biondi Obra Vida Projeto Eta cabe&ccedl;as velhas, reacionárias, destas chamadas elites e formadores de opinião do Brasil
data
veiculo
tema
Palavra-chave
Voltar

  Faltou dizer

Jornal Diário da Manhã , sexta-feira 30 de setembro de 1983


O custo social – De janeiro a agosto, o Brasil exportou 3,1 milhão de toneladas de produtos siderúrgicos, o dobro do volume de 1,6 milhão registrados em igual período de 1982. O faturamento em dólar, porém, subiu apenas 35%. Por trás desses resultados, o “custo social” inviável do “esforço exportador”: as Siderúrgicas exportam com prejuízos gigantescos, entram em déficit que depois o Tesouro cobre, de uma forma ou de outra. Consomem-se recursos que poderiam estar sendo utilizados em investimentos e criação de empregos.

A regra – Na área estatal, além das siderúrgicas, também a indústria petroquímica vem exportando à custa de incríveis subsídios, com o mesmo ônus para o Tesouro – e para a população. Mas na área privada não é diferente: o custo invisível do esforço exportador é crescente. Tudo, por causa do endividamento e de um modelo que exigem a fabricação de dólares.

Sem compreensão – Os garimpos brasileiros produziram 24 mil quilos de ouro, de janeiro a agosto, mais do que durante todo o ano de 1982 (22,4 mil quilos). Isto, apesar da “incompreensão” do ministro Delfim Netto, que cortou de CR$ 4 bilhões para Cr$ 1 bilhão as verbas do Ministério das Minas e Energia destinadas ao “Projeto Garimpo”. Uma “incompreensão” incompreensível, pois o ouro rende dólares (tem sido vendido no exterior pelo governo), sem o custo social que as exportações trazem. E a garimpagem cria empregos, num momento de recessão. O País deveria estar aplicando não CR$ 4 bilhões, mas dezenas de bilhões na rápida expansão da produção de ouro.

Para multis – o governo decidiu intensificar a produção de ouro, porém através da entrega de áreas – já pesquisadas por empresas estatais – a grandes grupos empresariais nacionais e de capital estrangeiro. Uma boa bandeira para a oposição: por que não forçar essas empresas a abrirem seu capital, promoverem a venda, em larga escala, de suas ações ao público? Afinal, se o brasileiro se arrisca a especular com ouro, metal, num mercado tumultuado, claramente ele gostaria de ser acionista de empresas de mineração da área. Seria uma forma de acelerar os projetos – e evitar a concentração de lucros e da renda.



Acompanhar a vida do site RSS 2.0 | Mapa do site | Administração | SPIP Esta obra está licenciada sob uma Licença CreativCommons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil